A análise de amostras de soro em intervalos determinados (por exemplo, no momento da presença dos sinais clínicos e 2-3 semanas depois) é a base para o diagnóstico sorológico. Isto também é aplicável para a verificação dos resultados da vacinação.
Aves vacinadas com vacinas vivas e inativadas deverão ter os títulos de anticorpos nas faixas mais altas. Em frangos/galinhas podem ser encontrados níveis altos de anticorpos sem a presença de problemas, o que cria duvidas quanto às vantagens da sorologia para o diagnóstico das infecções nesse tipo de aves.
Os métodos que podem ser utilizados para a determinação de anticorpos são:
O soro é misturado com cepas conhecidas do MPV, as quais foram cultivadas em ovos embrionados, cultivos de anéis de traquéia ou cultivos celulares. A inibição no crescimento do vírus permite a identificação dos anticorpos. A prova de vírus neutralização é feita com uma concentração constante do vírus contra uma série de diluições na base dois do soro suspeito (o chamado método β). O título é calculado baseado na maior diluição do soro que neutraliza a infectividade do vírus.
(ELISA : do inglês “Enzyme linked Immuno Sorbent Assay”)
Anticorpos específicos do soro se unem ao vírus. O complexo é detectado por uma anti-y-globulina marcada com uma enzima. Após da adição de um substrato para a enzima, pode se medir a reação pela produção de uma mudança de cor.
Este é o método mais comumente usado para a determinação dos anticorpos contra o MPV e existe uma série de kits comerciais disponíveis no mercado. Trata-se de uma prova conveniente, por permitir a confirmação da resposta adequada de lotes vacinados. No entanto, a eleição da cepa de MPV usada como antígeno parece ser importante. Os ELISA baseados nos subtipos A ou B, detectam bem os anticorpos induzidos pelos subtipos A e B, mas detectam em menor grau, os anticorpos heterólogos. Os ELISAs comerciais podem ou não ser suficientemente sensíveis para a detecção de anticorpos de outros subtipos heterólogos (C ou D).